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Campo Grande repassa R$ 4 milhões à Santa Casa após pressão do MP

Novo repasse municipal tenta reequilibrar as contas do hospital após dificuldades financeiras e tratativas no Ministério Público.

27/02/2026 às 21:10
Por: Redação

A Prefeitura de Campo Grande terá que injetar R$ 4 milhões em recursos próprios na Santa Casa para tentar reequilibrar as finanças do hospital. A medida foi oficializada no 47º Termo Aditivo ao Convênio nº 03-A/2021, publicado no Diário Oficial.

 

O aporte será feito em quatro parcelas de R$ 1 milhão, entre janeiro e abril de 2026. O objetivo é garantir a continuidade dos serviços diante do cenário financeiro enfrentado pela instituição, que é referência em atendimentos de média e alta complexidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

 

O repasse municipal ocorre após reunião realizada no Ministério Público e integra um pacote mais amplo de recursos destinados ao hospital.

 

Além dos R$ 4 milhões do Município, o termo prevê mais de R$ 6,6 milhões em recursos federais. Desse total, R$ 5.954.385,70 serão pagos em até duas parcelas para custear serviços prestados ao SUS. Outros R$ 180 mil serão destinados à qualificação do Banco de Leite Humano, com repasses mensais de R$ 15 mil ao longo de 2025.

 

Também está previsto o valor de até R$ 520.440,00 para atendimentos ambulatoriais especializados nas áreas de oncologia e cardiologia, dentro do Programa Nacional de Expansão e Qualificação da Atenção Ambulatorial Especializada.

 

Mesmo com os repasses, o novo aditivo evidencia a necessidade de reforço financeiro emergencial por parte do Município, indicando que o hospital depende de sucessivos aportes para manter metas e contratos já firmados.

 

O documento ainda prorroga até 30 de abril de 2026 o cumprimento de termos anteriores vinculados ao convênio, mantendo obrigações e ajustes que vêm sendo realizados ao longo dos últimos aditivos.

A Santa Casa concentra grande parte da demanda hospitalar da Capital e de municípios da região, e a nova injeção de recursos reacende o debate sobre a sustentabilidade financeira da instituição e o impacto nas contas públicas de Campo Grande.

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