Uma mulher procurou a Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher em Campo Grande para relatar perseguições e ameaças feitas por seu ex-parceiro, com quem manteve um relacionamento por dois anos.
Após sofrer diversas agressões, ela decidiu se separar e, inicialmente, revogou a medida protetiva contra o suspeito. No entanto, as perseguições recomeçaram. O suspeito, anteriormente obrigado a usar tornozeleira eletrônica, foi beneficiado pela decisão judicial que atendeu ao pedido de revogação da medida feito pela vítima.
A mulher relatou que o homem passou a efetuar várias chamadas telefônicas durante a noite e enviar mensagens, perturbando sua tranquilidade. Ela solicitou a continuidade das medidas protetivas originais para evitar mais incômodos.
A vítima também mencionou que o suspeito, apesar de não ter armas na cidade, acessa uma arma que pertence ao seu pai em uma propriedade rural na cidade de Sidrolândia. A mulher informou ainda que, embora tenha sido oferecido um abrigo na Casa da Mulher Brasileira, optou por não aceitar no momento.
A Delegacia orientou a vítima a buscar apoio psicológico e legal, fornecendo contatos para a Defensoria Pública e o Centro Especializado de Atendimento à Mulher. Além disso, ela foi informada sobre a possibilidade de requerer prorrogação das medidas protetivas através de canais específicos.