Na madrugada de 2 de fevereiro de 2026, a polícia foi acionada para atender a um incêndio em uma residência localizada no bairro Jardim Aero Rancho, em Campo Grande. A equipe ABS-11 do Corpo de Bombeiros, sob o comando do cabo responsável, já havia controlado as chamas quando os agentes chegaram ao local.
No local estava uma familiar dos proprietários do imóvel, que informou que seus pais, residentes em outra cidade há três meses, têm a casa sob sua responsabilidade. Durante a vistoria habitual no dia anterior ao incêndio, ela encontrou o portão trancado com cadeado. No entanto, após o incidente, notou que o portão estava aberto e o cadeado no chão com sinais de arrombamento.
A casa, que fica nos fundos de uma estrutura antiga, não tinha fornecimento de energia elétrica há mais de um mês e estava desocupada na ocasião do incêndio. Felizmente, não houve vítimas humanas no incidente, mas o cão de estimação dos proprietários desapareceu.
Vizinhos, que moram em residências próximas, relataram à polícia que perceberam o incêndio apenas quando as chamas já estavam avançadas, sem notar movimentações suspeitas antes disso. Um dos vizinhos tomou a iniciativa de subir no muro e danificar um cano de água para evitar que o fogo atingisse sua propriedade até a chegada dos bombeiros.
Não foram encontradas câmeras de monitoramento nas proximidades que pudessem ajudar na investigação. A polícia orientou a familiar a preservar o local para a perícia e a registrar a ocorrência formalmente junto à Polícia Civil. Ela se comprometeu a comparecer à delegacia no mesmo dia.