Uma equipe policial foi informada por transeuntes sobre a ocorrência de disparos de arma de fogo em um endereço no bairro Jardim Nhanha, em Campo Grande, na madrugada do dia 30 de janeiro de 2026, por volta das 4h51.
Diante da informação, os policiais se dirigiram a uma conveniência, em um endereço em uma rua do bairro, onde constataram que o estabelecimento estava com a porta aberta em um horário incomum de funcionamento. Ao se aproximarem, observaram uma grade de bebidas derrubada e um indivíduo desacordado ao solo.
Considerando a possibilidade de um homicídio, a equipe realizou um adentramento tático no local. Dentro da conveniência, foi encontrado um segundo indivíduo deitado nos fundos do estabelecimento. Após verificação, constatou-se que ambos não apresentavam ferimentos aparentes e estavam apenas dormindo.
Durante a averiguação, os policiais localizaram uma arma de fogo próximo ao primeiro indivíduo. O armamento foi apreendido e, em seguida, os homens foram acordados e entrevistados. Na ocasião, um dos indivíduos confirmou ser o proprietário da arma.
Posteriormente, o mesmo autor confessou ter efetuado disparos de arma de fogo, indicando o local onde os tiros ocorreram. A informação possibilitou a localização de nove estojos deflagrados de calibre .380 em um endereço em uma travessa do bairro.
No decorrer das diligências, funcionárias do estabelecimento compareceram ao local e acompanharam parte da ocorrência. Elas conferiram o dinheiro do caixa e o numerário que estava em posse dos indivíduos, sem que fosse constatada qualquer irregularidade. As funcionárias também verificaram que não havia sinais de arrombamento na porta, encontrando a chave pendurada na fechadura.
Uma das funcionárias, que atuou como testemunha, relatou ter presenciado o autor com a arma de fogo efetuando os disparos, motivo pelo qual se retirou imediatamente do local. Ela informou ainda que prestou auxílio ao autor, que apresentava sinais de embriaguez, passando mal com náuseas e vômitos.
A equipe policial plantonista não foi acionada para a realização de perícia no local. Na delegacia, uma testemunha, ao ser indagada sobre a arma de fogo, afirmou que o objeto não era de sua propriedade.
Foi registrado que outra testemunha não foi apresentada na Delegacia pela guarnição da Polícia Militar. O aparelho celular relacionado na ocorrência, pertencente ao autor, foi entregue ao advogado do autor, conforme determinação do Delegado Plantonista.